| Presidente: |
Robson Alexandro Santana |
| Fundação: |
17/06/1963 |
| Endereço: |
BR. 262km 0, Jardim América, Cariacica / ES, Jardim América, Cariacica/ES |
| Telefone: |
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| Estádio: |
Engenheiro Alencar de Araripe |
| Website: |
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A Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce foi fundada no dia 17 de Junho de 1963, a “Tiva” – apelido carinhoso dado pelos torcedores – fui resultado da Fusão de outras cinco equipes formadas por ferroviários da Companhia Vale do Rio Doce: Ferroviário, Vale, Cauê, Guarany e Valério.
Hoje reconhecida pela sua famosa combinação de cores Grená, nos seus dois primeiros anos de existência a equipe trajava um uniforme verde e amarelo, cores que serviram como homenagem a seleção brasileira, mas que também foram determinantes para apaziguar os ânimos da cúpula de dirigentes do clube que não chegavam a um consenso sobre a nova cor; tal discordância existia por que a diretoria era uma mescla de membros dos 5 clubes que deram origem a Desportiva.
Apesar de alguns desentendimentos iniciais, Associação Desportiva Ferroviária Vale do Rio Doce se tornou um dos principais times capixabas já nos seus primeiros anos de vida: fez sem primeiro jogo oficial no dia 7 de julho 1963, válido pelo Torneio Inicio do Campeonato da Cidade; e já no segundo ano de existência levou a Taça de Campeão Capixaba de 1964, vencendo o Rio Branco ( que já começa a se tornar o maior rival) nos 2 jogos finais.
Depois desta conquista a Desportiva disputou o seu primeiro título a nível nacional – A taça Brasil de 1965. Foi neste torneio que a CBD (mais tarde substituída pela CBF) vetou a utilização do uniforme verde e amarelo, alegando que os times não poderiam ter as mesmas cores que a seleção Brasileira, então surgiu a famosa combinação Grená e Branco.
Apesar de conquistar dois campeonatos capixabas (64 e 65) a Desportiva ainda não possuía um estádio, durante esses anos mandava seus jogos no Estádio Governador Bley (atual Ifes) casa do seu maior rival, o Rio Branco. Mas a situação começou a mudar em 1966, com a construção do seu estádio, Engenheiro Alencar de Araripe em uma obra financiada pela Companhia Vale do Rio Doce.
Durante esses quase 50 anos de história (pouco se comparado a outras grandes equipes do Brasil) a Desportiva já acumulava 16 títulos do Campeonato Capixaba. Além disso, foi o primeiro time capixaba jogar o Brasileirão (estreou em 1973). Ao todo, foram 12 participações na Série A, 15 na Série B e duas na Série C.
Apesar de muitos anos de glórias e conquistas marcantes, a Desportiva tem algumas páginas tristes na sua história, e elas começam a ser escritas na segunda metade da década de 90.
Devido ao acumulo de dívidas que afetava diretamente o funcionamento da equipe e as novas requisições atribuídas à lei Pelé (que exigia que os clubes de futebol se tornassem empresas), no dia 19 de Abril de 1999 nasceu a Desportiva Capixaba S.A., oriunda de um acordo entre os sócios da Desportiva Ferroviária e o grupo privado Villa-Forte, onde o grupo majoritário (51%) era a Frannel Distribuidora de Combustível e tonando a Desportiva Ferroviária minoritária com 49% das ações.
O acordo, que a principio parecia uma boa alternativa para o fim dos problemas, foi como um câncer para a equipe grená. Apesar do título capixaba de 2000 e da Copa Espírito Santo de 2008, fora de campo as dividas se multiplicaram e os novos administradores acabaram por mudar o escudo e as cores do time (durante um tempo a Desportiva adotou as cores vermelho, verde e branco) fato que resultou descontentamento em grande parte dos torcedores com a nova equipe. Dentro de campo os fracassos começaram a surgir: sucessivos rebaixamentos, tanto no Brasileirão quanto no Campeonato Capixaba, culminaram com o encerramento das atividades do Clube em boa parte de 2005.
Totalmente abandonada, a Desportiva Ferroviária “respirou com ajuda de aparelhos” durante alguns anos, mas em abril de 2011, depois de várias brigas jurídicas promovidas por defensores da antiga equipe, a 2ª vara Cível de Cariacica anunciou que a equipe voltaria a ser a Desportiva Ferroviária, devido ao não pagamento de ações pelo grupo Villa-Forte. Sendo assim, a Desportiva Capixaba passaria a deter apenas 10% das ações do clube, enquanto a Ferroviária 90%.
Assim, foi a bravura e o amor de vários torcedores apaixonados que trouxeram a verdadeira “Tiva” de volta. A Desportiva Ferroviária vai voltar a escrever sua história vitoriosa assim como a escrita pelos seus grandes ídolos: China, Índio, Giuliano, Mario Matador, Beto, Silvinho, Arinos, Diogo, Zezinho Bugre, Geovani e tanto outros.
Estejam certos que, em breve, a torcida lotará novamente um Engenheiro Araripe repleto de bandeiras e papel picado para saudar esse grandioso time entrando em campo.