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Rio Branco Atlético Clube

Idolos

As informações citadas abaixo foram retiradas do livro “Rio Branco Atlético Clube – Histórias e Conquistas (1913 a 1987)”, do jornalista e torcedor capa-preta Oscar Gomes Filho.

Alcy Simões – O maior craque capixaba de todos os tempos.

Alcy tinha os apelidos de Lourinho, Russinho e Maravilha Dourada. No Rio Branco, marcou 213 gols em 255 partidas, com a incrível média de 0,84 gols por jogo. Uma marca impressionante. Alcy era um craque, daqueles que podia brilhar em qualquer campo. Tanto podia brilhar em qualquer campo ou time que, em 07 de Julho de 1939, jornais do Rio de Janeiro anunciavam interesse do Flamengo em contratá-lo. O clube carioca, diziam, queria formar o melhor trio atacante do país, com Gonzales, Leônidas e Alcy.

O capixaba negou-se a ir, pois, além de já ser funcionário público estadual no Instituto Agrícola de Maruípe, sua esposa, Dona Carmem, era professora e não demonstrava qualquer interesse em deixar Jucutuquara.

Em 13 de Dezembro de 1947, após ganhar o tricampeonato, Alcy anunciou que abandonaria definitivamente o futebol. No que noticiou o jornal A Gazeta: “maior craque que o Espírito Santo conheceu; várias vezes revogou sua decisão, em virtude dos constantes assédios dos admiradores; agora o “Velho” diz que vai mesmo sair; mesmo na época do profissionalismo, quando polpudas somas eram oferecidas aos nossos craques, Alcy mostrara-se indiferente às propostas que lhe eram feitas; isso porque estava preso pelo coração ao clube onde deu seus primeiros passos”.

Na verdade, ainda 1948 e 1949, Alcy fez algumas partidas pelo clube, sempre as partidas decisivas. Na final do Estadual de 1949, contra o Comercial de Castelo, aos 36 anos, Alcy foi escalado para jogar 20 minutos e “ganhar mais um campeonato”. O adversário endureceu e a decisão foi para duas prorrogações. Obstinado pela vitória, o craque permaneceu em campo. Até que, aos 138 minutos de jogo, já ofegante e atuando na ponta direita, executou a jogada do gol do título, driblando um adversário e centrando para Michel marcar. Encerrava-se, naquele momento, a mais brilhante carreira de um jogador de futebol do Espírito Santo.

Gilberto Paixão – O primeiro grande ídolo

Foi o maior jogador de sua época e um dos maiores de todos os tempos: cérebro e músculos trabalhando com notável perfeição e uma educação esportiva que comovia. Este era Gilberto Paixão do Nascimento, o Paixão.

Segundo os jornais da década de 50, Paixão “foi o primeiro grande ídolo do Rio Branco, comparado a Dida para o Flamengo, Didi para o Botafogo, Telê para o Fluminense e Di Stefano para os espanhóis. Artilheiro excepcional, cabeceador temível e que fazia gols magistrais, era o terror para os goleiros e para os adversários era sempre um pavor”.

Tendo se juntado, logo, aos garotos fundadores do clube, Paixão fez sua primeira partida pelo time capa-preta em 24 de Setembro de 1916. Não demorou a se tornar uma atração à parte, tal a superioridade de seu futebol sobre os demais atletas, companheiros de clubes ou adversários. Ganhou fama e cartaz, reinou absoluto, em toda a década de 20, foi o ícone do futebol capixaba em seus primórdios, a mola-mestra do time capa-preta e da Seleção Capixaba.

Sagrou-se campeão pelo Rio Branco em 1918, 1919, 1921 e 1924, sendo sempre o maior goleador de 1917 a 1928, quando parou de vez com a bola (consta ter participado de mais um jogo, contra o Flamengo em 1929).

Com inteligência e dedicação acima da média e sendo um líder nato, sugeriu a troca das cores da bandeira do Rio Branco, as cores preto e branco do Sul América em lugar das cores verde e amarela. Dizem, que pesou também na decisão o fato do Botafogo ser alvinegro, uma vez que o próprio Paixão reconhecia que também torcia para o clube da Estrela Solitária no Rio de Janeiro.

Paixão também participou do quadro de dirigentes do clube. Conselheiro, membro participativo, ocupou os mais diversos cargos a partir de 1925, chegando a Presidente no biênio 1936/1938. Na inauguração do Estádio Governador Bley, era ele o dirigente máximo do Rio Branco. Sua morte, em 1958, causou comoção em Vitória. Seu sepultamento movimentou toda a cidade e o Rio Branco decretou luto oficial de sete dias.

Carlinhos Gabiru – Craque notável e dirigente apaixonado

Nascido em 1935, Carlos José Feliciano Martins, o Carlinhos Gabiru, foi um dos mais consagrados meias do futebol capixaba de todos os tempos. Com uma condição econômica acima da média dos demais jogadores e um autêntico espírito amador, Gabiru nunca ficava com os prêmios em dinheiro a que fazia juz nas conquistas do time. Dividia tudo entre os companheiros menos favorecidos e jamais exigiu do clube um centavo sequer para assinar contratos. Era inscrito na Federação como não-amador, apenas para cumprir as exigências da legislação esportiva.

Segundo maior goleador da história do time capa preta, ficando apenas atrás do legendário Alcy Simões marcando 133 gols em sua carreira com a camisa capa preta. Gabiru sagrou-se tri-campeão estadual em 1957/58/59 e bi-campeão em 1962-63.

Colaborador efetivo das administrações alvinegras, foi um dos primeiros a se filiar à Legião Capa Preta, uma organização criada em 1963, para dar suporte financeiro ao clube. Foi dele a doação de toda a madeira para a construção da “Choupana”, no antigo Estádio Governador Bley, que marcou época na história do clube. Gabiru faleceu em 21 de Fevereiro de 2001, encoberto pela bandeira do clube que tanto amou e dignificou, dentro e fora das quatro linhas.

Outros Ídolos da História do Rio Branco

Reynaldo Ribeiro – nascido em Cahoeiro de Itapemirim, descendente de negros, foi para o Rio Branco (após rápida passagem pelo América) por saber que o clube não fazia objeções ou distinguia pessoas pela cor, ideologias políticas ou religiosas. Era um “centro-médio” (quarto zagueiro) e foi considerado por muitos o melhor dos anos 20. Após encerrar a carreira de jogador, foi ainda técnico do Rio Branco e da Seleção Capixaba.

Parafuso – Vespasiano Meirelles, o Parafuso, nasceu em 13 de Janeiro de 1903, sendo primo do legendário Cavaleiro Capa Preta. Em função de grave contusão no joelho, jogou apenas entre 1925 e 1929, tempo suficiente para ser lembrado como um dos maiores jogadores do clube. E, logo após, um dos maiores abnegados das Diretorias do Clube. Em função de sua militância nos Sindicatos de Trabalhadores, onde era conhecido como Meirelinho, foi preso e torturado diversas vezes. Quando preso, dirigentes influentes do clube davam um jeito de solta-lo, para que pudesse defender o time capa preta.

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